domingo, 28 de setembro de 2014

Ensaio Fotográfico

                                Ensaio Fotográfico para a Nutrimais

Ensaio Fotográfico


                           Ensaio Fotográfico para a loja Nicothay Modas

Navegar


Navegar

Composição: Tayane Sanschrí
Produção: Capture
Atriz: Tayane Sanschrí
Participação Especial: Rodrigo Hora

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Num olhar


A quem interessar possa



 Por: Tayane Sanschrí


A vida é precipitadamente breve!
Ela não espera mais cinco minutos na cama, quando acordamos com preguiça em plena segunda-feira.
Em dias de chuva e frio, não aguarda a estiagem para prosseguir. A vida, simplesmente, se entrega ao temporal e aproveita a alegria de sentir, escorrendo pelo rosto e pela alma, as gotas da chuva.
A vida nos pede calma apressadamente!
Para saborearmos cada pulsar do nosso riso, abraço dividido e sonho alcançado.
Mas, é preciso que nos dispemos dos medos e anseios - vilões perigosos - que nos impedem de vivermos momentos mágicos na vida.
Pensamos demais!
Julgamos demais!
E acabamos perdendo os ponteiros do tempo; e mal nos damos conta de perceber que ele escorre pelos dedos. Quando acontece, muitas vezes, é tarde demais.
A vida é singularmente breve!
É preciso ser feliz hoje. Neste exato momento.
Não quero dizer com isso que devamos tomar rumos impensados, contraditórios aos valores familiares e sociais arraigados em nossa história.
A vida é pra ser vivida no presente do indicativo! Com leveza nos olhos, sem os fardos amarrados de frustrações e sonhos esquecidos.
Ame! Corra atrás dos sonhos! Admire o pôr do sol! Conte estrelas! Cuide tanto de quem te quer bem!
Não deixe pra depois, para o sei lá, ou o vamos ver!
Seja imperativo!
Ainda há tempo de se viver!

A quem interessar possa (card)


Carinho


Tique - taqueando


                                                    Foto do arquivo pessoal da escritora

Por: Tayane Sanschrí

Você é tão estupidamente parecido com todos os outros que pretendo dar aos antigos amores uma nova roupagem. Só para diferenciar.
Por que pior do que nosso coração não tique-taquear pelo novo cara com o qual estamos saindo, é ele insistir em ficar tique-taqueando, de qualquer jeito, por um ex-amor, que tem todos os requisitos básicos que desejamos num homem: bonito, alto, inteligente, bem-vindo, coxas estonteantes, voz mansa e etecetera e tal.
Porém, que fique bem claro, todas essas qualidades mencionadas, há em você, tim-tim por tim-tim. Só faltava o meu coração dizer: 'é ele'.Coisa que ele não fazia.
Por um instante até pensei que fosse, tentei me sabotar...forçar mesmo, e repetidas vezes sussurrar baixinho, entre dentes: 'é ele sim, eu quero que seja'.
Mas, bastou uma única oportunidade de você reatar com um antigo amor, para que toda a podridão que existe nestes cafajestes de plantão, que nos envolve de uma forma tal, se revelasse em você. Realmente, você me lembra muito os trocentos cafajestes que passaram por minha vida. (Trocentos é exagero)
E, agora quando tenho a oportunidade de olhá-lo nos olhos, percebo como você enfeiou esse amor.
Afinal, a gente quem enfeia um amor.
Um alguém pode deixar de ser lindo, quando simplesmente despreza o sentimento mais sublime que possamos sentir por ele: o AMOR.
O encantamento, então, acaba.
E quando isso acontece, cada riso, palavra, gesto, olhar faz com que nos contorçamos na cadeira, enquanto o observamos falar de coisas banais.
Chego a sentir dores no corpo tantas vezes fiquei me contorcendo por conta das bobagens que você disse por aí, ou pra mim, como se tivesse medo de que eu quisesse insistir em tique-taquear o seu nome no meu coração.
Coitado.
Nem dei corda no meu peito hoje.

Crônica: Sra. Nostalgia

                                Foto do arquivo pessoal da escritora
 

Por: Tayane Sanschrí

Tem dias que a Sra. Nostalgia bate em minha porta, segundo ela, para fazer uma destas visitas rápidas.
Sei, sei ... Ela se apropria do meu sofá, igual cachorro marcando território, só ela encosta, e não mais quer sair.
Chego a pedir para minha mãe virar uma vassoura de ponta cabeça, uma superstição besta, mas que coincidentemente resolve, a fim de que ela parta de uma vez, de preferência, sem olhar pra trás. Senão é bem provável que eu tenha que comprar todo o estoque de lenços de papel do mercado da minha rua, caso ela resolva ficar.
Os lenços de papel são a salvação, pois ora choro por lembrar dos amores que eu deixei; ora choro por lembrar dos amores que amei sozinha.
E quando estas lembranças vêm, convidadas pela Sra. Nostalgia, eu sempre as pergunto: ‘Por que as pessoas falam do amor como se fosse um bilhete para adentrar no resort mais bonito do país? Eu comparo o amor com um dia adoentada: dor nos músculos, enjôo, sono demais ou de menos, boca amarga e taquicardia’.
O silêncio é estarrecedor.
Nenhuma palavra sequer... Nenhum suspiro como anúncio de que as minhas lembranças de amor serão guardadas numa bela caixinha de música, cor de rosa, diga-se de passagem. Quem sabe, assim, guardando-as, todo esse desconforto seja transformado em melodia. Por que transformando em melodia, caso eu sinta saudades, pego a caixinha e ouço a melodia até cair no sono, embalada pelo amor. Mas, nada, só ouço o cri-cri dos grilos vindos do quarto da minha mãe.
Quer saber darei uma de mal-educada, vou para a cama me deitar; tomarei o chá milagroso, de camomila, da minha avó - que de milagroso não tem nada, pois demoro cerca de 2 horas pra cair no sono - e pensarei nos afazeres de amanhã.
São tantas as atividades para eu enumerar, que logo, logo, a Sra. Nostalgia se toca e quando percebo ela já foi embora, sem ao menos dizer até logo.
Por via das dúvidas deixarei o meu celular ligado, vai que ela resolve vir na madrugada e sempre tem um amigo, disposto a nos consolar nestas horas, afinal, meus lenços de papel acabaram.