sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Amor é construção, não condição


Quem já sentiu as dores do amor,  as amarguras que alguns amores possibilitam, sempre se veste de armaduras diante de um novo amor.
Há os que se boicotam e deixam a oportunidade de um amor bonito escorregar na vala do vazio da alma. E, também, há os que vivem costurando, com medos miúdos, as cicatrizes que permaneceram dentro de si. Por vezes doloridas, ainda.
O outro, então, perfuma as horas com paciência e compreensão para tornar os instantes em pontes floridas de carinho, a fim de deixar o seu amor mais seguro no caminhar.
Amar não é encontrar alguém pronto para abraçar cada sorriso em poucas horas; tão pouco viver o tudo, rapidamente, como o outro deseja.
O amor, devagar, em passos miúdos, permitirá através das atitudes e palavras de confiança que a reciprocidade se alargue e, então, adorne, a história dos amantes. E, assim, fará morada.
Com isso, aquele que tem a alma machucada pelos amores passados, se aconchegará nos braços deste novo amor, e  ambos vibrarão numa sintonia incomparável, capaz de fazer as almas flutuarem em cada toque, cada beijo, cada sorriso largo.
O mais importante é que quando esta nota chamada amor começar a vibrar, num tom harmonioso, ambos criem possibilidades para que esta canção ecoe em seus corações,  com leveza.

Tayane Sanschrí


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