sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Antes de dizer sim



E a sábia senhora, dona da pensão, lhes disse quando ela saiu do quarto com os olhos inchados, por passar a noite em claro chorando:

- De fato alguns moços são verdadeiros príncipes; outros se parecem com as estrelas do mar, aparentemente inofensivos, mas bem perniciosos. Alguns destes que assumem um relacionamento sério: ou casando, ou noivando, até mesmo namorando, diante das atitudes que possuem - quando estão distante das suas parceiras -, revelam que pouco se importam e respeitam a pessoa com a qual compartilham as suas horas. Tratam todas as moças como peças para colecionar, quando começam a ter relacionamentos paralelos ( muitas vezes, a nova moça, nada sabe sobre a condição amorosa do rapaz).
Não são poucos, são inúmeros os que pedem a moça em casamento e a outra em namoro, simultaneamente. Pseudos-homens apaixonados pelo próprio ego e não pelas moças.
Há muitos canalhas povoando este planeta, Catarina, mas há caras bacanas, também! Contudo, o mais intrigante para esta velha senhora que vos fala, é perceber que tais esposas, noivas e namoradas permanecem neste tipo de relação, vivendo estas circunstâncias repetidas vezes com o tal moço. Perdoar é condição de merecimento, após falhar com o outro, mas, perdoar a mesma falha, diversas vezes é de uma falta de amor próprio bem preocupante. Mas, aí, vá entender o sentido do amor para estas moças; talvez o mínimo pra elas seja o suficiente.
Mas, por favor, minha doce Catarina, compreenda que o presente é um prenúncio do que você viverás num futuro (em vários pequenos futuros) bem próximo com este moço.
Já cogitou a ideia de que esse tal amor que ele diz nutrir por você, seja só uma situação de conforto por saber que entre todos os outros amores que ele colhe, mesmo estando com você, és a única que acreditaria em todas as mentiras e assim, o perdoaria pelos erros constantes, regados às grandiosas promessas de mudança?
Pôr uma aliança no seu dedo, minha querida Catarina, é só um meio de prender-te, de ter uma garantia de que jamais terminarás com ele, afinal não são só quatro dias, nem quatro semanas, são quatro anos; e tem a família. Além disso, boa parte dos homens têm preguiça de recomeçar: conquistar, começar o namoro, conhecer a família, e tal. Eles preferem permanecer, por já estar acostumados.
Preste bem atenção, Catarina, nestas relações, alguém tem que ser feito de trouxa. Que não seja você minha cara. Que não seja você!

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