quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A VIDA É, SIM, MUITO JUSTA



A vida é realmente justa. Nos oportuniza viver exatamente o que merecemos, e o que acreditamos que é válido pra gente.
É como um grande bumerangue, todas as nossas ações retornarão, sejam elas boas ou ruins.
E quando nos chegam as ruins, tentamos ser advogadas tendenciosas na busca de culpados para tudo que nos dói. Nunca cumprimos o papel do júri, levando em consideração qualquer circunstância para compreendermos de que o outro, na maioria das vezes, não é o culpado por nossas mazelas.
A exata é simples: se doamos amor e respeito, teremos exatamente isso de volta. Claro, há os ingratos por natureza, e você não se encaixa neste padrão, porém esbarra em muita gente assim, por aí. Convenhamos, estes, todos os dias doem a alma inteira por ser assim, é um preço alto demais pra se pagar. Você vai se enquadrar? E, ninguém tá aqui pra ser absolvido dos defeitos que possui para se tornar santo, se insistir em manter laços com alguém assim.
Algumas coisas até acontecem repetidas vezes, certamente porque persistimos numa mesma postura, e pouco nos damos conta, ou não aceitamos que vacilamos em nossa história, e a vida insiste em nos abrir os olhos. A conta das lamentações chega a ser tão grande que ficamos cegos para avaliar as atitudes duras que temos conosco.
E o que nos chega será suportável, mesmo que você pense que irá morrer; se somos capazes de doar determinada atitude, o universo entende que podemos aguentar ela de volta. E podemos, sim.
Observemos como somos conosco e com quem esbarramos na vida: família, amigos, amores, estranhos, e assim estaremos habilitadas a modificar o que tanto nos machuca.
Você ainda se convence de que a vida é dura e injusta? Reflete as tuas ações, e irás encontrar razões para entender que ela é, sim, bem justa. Só tá te dando a chance de olhar com outros olhos para mudar a sua história. Não é castigo. São as chances da vida.
Muda por você, e não por alguém, porque a segunda possibilidade você não sustentará por muito tempo, afinal, imposição consigo mesmo (por causa de alguém) não dura uma estação, e dói muito manter.
Há uma frase que ouvi tantas vezes nas rodas de amigas, e que eu já até repeti certa vez, que me compadecia inteira pela sina da qual me convencia: "tenho dedo podre para o amor”.
Com o passar do tempo, e dos meus pensamentos que gladiavam entre a razão e minha teimosia, veio a grande constatação: eu era carente, insegura e exigente comigo mesma, e por isso, acabava machucando quem se aproximava, e de volta era presenteado a mim pessoas confusas que me machucavam na mesma intensidade. Mas, que fique bem claro aqui, nunca fui a favor de alimentar amor algum que eu não desejasse e fizesse por onde viver. Aliás, a forma como a gente se trata é o grande vilão causador das inúmeras vezes que nosso coração se parte. Não vamos amarrar um fardo nas costas do destino. 
Então, me responde uma coisa: quantas vezes você se conformou em merecer qualquer amor em que esbarrou, ou mesmo num amor que precisou gastar todas as suas energias para poder viver, ou aceitou porque não suportava mais ficar sozinha?
Não é nos culpar por todas as coisas desagradáveis que nos chega, é parar mesmo com a conclusão de que somos um modelo perfeito para determinado alguém; é aprender a lidar com as coisas ruins que nos sufoca e mudar nossa forma de encarar o que não fica, e o que não é tão bom assim. E, claro, deixar de culpar o outro por algo de ruim que nos sucede.  Até porque, se voltarmos, lá na linha cronológica da nossa história, certamente, fomos avisados, pelo universo, de que havíamos conhecido um tremendo babaca (é, porque a vida vai nos dando sinais e a gente fica cego, surdo e mudo), ou, então, nos convencemos de que representamos o papel do vilão Voldemort, das aventuras do Harry Potter, e merecemos um final triste; e isso sei que não é verdade.  Também, vale a premissa de que "a gente colhe o que planta"; o que deveria ser mantra para nos lembrar de que se aquele teu amigo, ou suposto amor, não fizer mais questão de manter laços, depois de todo bem que você fez, não vai chorar pelos cantos da casa, resmungando que você só recebe sopapo da vida; pelo contrário, fique bem, a vida só está te livrando de algo pesado porque sei que você plantou dedicação e carinho, e, portanto, não tem motivos para colher algo que não for leve.
É uma questão de maturar. Tem uma hora que a gente tem que crescer e enxergar as coisas claramente, né? Sem camuflar.
Há circunstâncias que não tem como não magoar alguém, por exemplo, quando terminamos uma relação, porque não dá mais para permanecer, por zilhões de motivos que acontecem com todo casal, aí, vale o diálogo e o carinho; diferente de quem trai, ou de quem tem o outro como estepe, ou mente. Neste último caso, pode ficar sossegada que a vida vem como uma ventania e irá derrubar a criatura, sem pena alguma.
Você pode até tá afirmando neste exato momento: "Tay, mas eu sou uma pessoa tão boa e sempre sou sacaneada". Pera lá, ninguém é bom 100%, e as durezas da vida ou te pioram, ou te melhoram. Seja a segunda opção. Além disso, ser boa demais  - constatação pessoal-, só é válido com quem é com você, porque quando somos sempre boazinhas, as pessoas tendem a se aproveitar disso, e acabam nos desrespeitando; simplesmente porque essa atitude de ser sempre boa, faz com que não consigamos impor limites, e com isso, nos desrespeitam.
Não quero dizer que você não tem que ser gentil com o outro, mas, tem que aprender a dizer não, ou a vida te trará exatamente pessoas que irão te desrespeitar e brincar com seu coraçãozinho. Isso vale para amizades, também.
Todo mundo erra: eu, você, os amigos, colegas de trabalho, pai, mãe. Todos. TODOS temos questões mal resolvidas dentro da gente, só não vale abrirmos as garras das nossas dores para ferir quem se aproxima. Cautela e bom senso são fundamentais. 
Seja o que for que a vida lhes traga, use isso para repensar seus atos e mudar o que é complicado, ou o que faz complicar. E, antes de tudo, lembre-se, se alguém não doa o que você merece, cai fora. Não insiste por muito tempo. Seja sincero com você e com quem lhes chega.


Tayane Sanschrí   

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

ESSA COISA BOA DE TER UM AMOR


Nunca desejei ter amores que precisassem de uma infinidade de provas de que ali havia amor. Ou que fizessem aquelas surpresas românticas, de novelas e filmes, o tempo inteiro para poder mostrar ao mundo que o nosso amor era maior ou mais bonito. Tenho uma sólida sensação de que as pessoas que vislumbram este tipo de coisa nunca amam com intensidade, mas de uma forma rasa; parece que ficam a espera de um personagem que se encaixe perfeitamente no enredo que criou, para viver aquela história de contos de fadas que esboçou na parede do quarto, quando menina. E estas histórias sempre tem um ponto final muito dolorido. Normalmente porque o outro não é aquilo que desenhamos, em nossas horas vagas, longe dele.
Sim, surpresas românticas são bem vindas, sempre. Eu mesma já recebi e fiz, também. Eu tinha um namorado, mais novo do que eu, a gente só se encontrava nos finais de semana. Era uma quarta-feira, eu parei do outro lado da rua, na frente do prédio dele, e telefonei: “Amor, desce aí, eu não aguento mais de saudades de você”. Ele nunca imaginou que eu o surpreenderia assim, e talvez, por isso, foi o melhor dia naquela semana. Surpreender é nunca esperar o que o outro vá fazer de bom na relação.
E, querer viver o tempo inteiro como se estivesse numa corda bamba que mal cabe à sola do pé, só pra dar a sensação de frio na barriga, porque apesar de se ter certa intimidade não se sabe, exatamente, o que um é pro outro, não me cabe. Eu gosto de certezas. Surpresas para melhorar e incendiar, mas sou colecionadoras de certezas, e não de dúvidas.
Nada se compara a tranquilidade de um amor que ao final do dia, você sabe que estará disposto a dar uma volta com você, por aí, pra saborear, num restaurante da esquina, aquele prato delicioso que vocês tanto gostam. Ou que te abrace forte quando, com os olhos cheios de lágrimas, você estiver confusa sobre o porquê do dia estar sem graça, mesmo que seja efeito de uma TPM que é capaz de te deixar sensível por uma semana inteira.
E aquela sensação boa, que só os amores tranquilos provocam, quando após uma briga, manda no meio do expediente uma mensagem dizendo que não consegue deixar de pensar nos seus beijos?  Só pra garantir inúmeros sorrisos quando você visualizar a mensagem.
Deus me livre de amores que alimentam a alma, e que de repente se convencem de que talvez precise de um pouco mais de tempo pra decidir se quer ficar ou ir, e então, elabora joguinhos que acabam desagastando um sentimento bom. Pra no final, descobrir que quer ficar ao nosso lado; e já ter nos perdido.
Bom mesmo é quando um amor gruda a pele na tua, depois de dias longe um do outro, e sussurra o quanto é bom te ter ali. Enche teus lábios de beijos e te aconchega bem devagar em seu peito. Aquela sensação sublime de proteção, que nos faz perder os sentidos, por alguns segundos, como se ali morasse o melhor amor do mundo, e mora, é a melhor sensação que existe.
Coisa boa, num amor assim, é que ele sabe exatamente qual o lado da cama que você gosta de dormir; e do quanto você adora receber massagens nos pés depois de um dia atribulado no trabalho. Ele sabe muito bem que você detesta café e, então, quando decide te preparar um café na cama, num domingo, não se esquece do seu suco preferido, com pouco açúcar.
Este tipo de amor pode esquecer tanta coisa banal, que mulher implica em querer que lembre, mas, nunca vai esquecer - mesmo que não dure a vida inteira -  de ser o melhor,  todos os dias,  em que estiver com você.
A melhor coisa da vida são os amores, as paixões, não!



Tayane Sanschri

domingo, 6 de dezembro de 2015

DESPEDINDO-SE DE UM AMOR


Não me peça para ir. Eu não quero ir agora.
Quero ficar mais um instante para olhar o sol se pôr com você ao meu lado. Pra me despedir. Poder sentir, mais uma vez, a sua mão sobre a minha, num passageiro momento.
Nunca te pedi pra ficar. Nem vou. Mas, deixa eu me despedir? Ficar tempo suficiente só pra te dizer que jamais vou te esquecer.
Sei que te magoei. Fiz promessas que não pude cumprir. Sou destas garotas imaturas, que ainda não estão prontas para amar.
Sim, eu fui feliz com você! Confesso que tive o melhor que eu pude ter: sua risada mais bonita, teu olhar mais sincero, teu abraço quente, até as lágrimas que causei, quando resolvi te deixar.
Por favor, me deixa aqui só um instante; não vou morar em você outra vez. Se eu continuar, nossa história será triste e não terá o mesmo sabor que teve tempos atrás. Só vim aqui te pedir para ser feliz. Não se culpe pelo que aconteceu. O que a gente viveu já deu. Foi lindo, eu sei, mas outros amores virão. E sua história comigo terminou ali.
Sei que seu coração está cheio de mágoa, e inconformado com a situação. Espero que entenda, mas permanecerei, apenas, como parte de uma história boa que você viveu.
Eu sei. É muita pretensão da minha parte vir aqui e te aconselhar. Afinal, arranquei teu coração. Não podia mais ficar, já não te amava com tanta exatidão. O seu amor era demasiadamente bom, mas não pra mim.
Vim aqui só pra te consolar e dizer que amores assim você encontrará bastante por aí. É só você se permitir.
Compreenda, nossa história, agora, é triste pra você. Doeu muito em mim, também. Tão difícil decidir pelo fim.
Senta aqui! Vem ver o sol se pôr, ele já está indo embora. Junto vai o meu amor.
Lembra quando você me levava para ver o pôr do sol para me presentear?
Então, deixa a lembrança aí no teu coração e em tua memória. Logo a noite chegará e a lua irá brilhar. Bonita como sempre foi. Hoje tem lua cheia. Aproveita pra recomeçar. Sem mim.
Tayane Sanschri

SEJA INTEIRO, NÃO SEJA METADE


A pior construção de relação que existe, seja de amor ou amizade, é aquela em que uma das partes não vive com intensidade. Onde um é metade, pois tem medo de receber e demonstrar carinho, e o outro é inteiro, mergulha sem medo de ser quem é, ou de errar.
Relacionar-se com pessoas confusas que constantemente mudam de vontades, que confabulam possibilidades, e no outro dia, quando acordam, já não tem tanta certeza assim, é um preço alto demais para se pagar. Viver sentimentos pesados estagna a vida, te deixa pra trás, não te torna melhor, tão pouco permite que você veja os seus dias com tanta cor. Possibilitar bem querer para quem é morno e incerto cria nós e não laços.
Ninguém é perfeito, claro, mas, se tornar vítima de situações que não saíram como foi planejado, insistir por laços, e migalhas de carinho por quem não sabe ser gentil ou grato pelo que a vida oferece de bom, não vale a pena. É certo que não devemos julgar ninguém, não sabemos da história que constrói os prazeres e dores de alguém; das possíveis entrelinhas de vida que as deixaram tão arredias ou amedrontadas. Mas, não insista se elas não aceitam receber o seu melhor. Não insista.
As pessoas que nos chegam são janelas e não espelhos. Se alguém te magoa e decerto que ela demonstre arrependimento, perdoa. Ou realmente não sabes amar. Se você magoa e o outro não quer perdoar, segue em frente. Você foi digno de reconhecer teu erro? Vai. Caminha. Ninguém é obrigado a nada; e você não merece quem lhe dá pouco. Não revida. Não se torne mais um.
Queira cercar-se de pessoas que gostam de trocar afetos, de ajudar, escutar, apoiar, sorrir e que deixem florir uma enorme gratidão no coração. Mas, doe-se, também! A vida é uma constante troca que alimenta a nossa alma e nos oferece experiências. Quem não sabe compartilhar afetos, considerações, palavras, gentilezas, definha em sua pequenez.
Seja cauteloso, sim, pois há quem só queira receber como se o mundo tivesse uma dívida imensa com elas, de dar-lhes o melhor, sem elas fazerem um esforço sequer por isso. Lembre-se: a vida será leal se você for com ela, também. A vida será intensa em suas inesquecíveis histórias se você for intenso, também. Caso contrário, não reclame.
Doar amor, não significa que receberás, prontamente, de quem você considerou; pode vir traduzido em novas amizades cheias de encantos na alma, ou de outros amores. Destes, cuida e faz morada. A quem te ofereceu como resposta, ao teu constante carinho: o deboche, farpas e palavras duras; não perca tempo em tentar entender. Não se cobre. O problema não está em você. Perceba ao teu redor as pessoas que te querem bem, porque sabem ser leveza, sabem ser gratidão. Enxerguem-nas como janelas de frente para o mar, para expandir o que de melhor existe em você, e nelas.
Ninguém perde por ser intenso. Perde quem não sabe se doar e receber intensidade; quem tem medo, quem se enclausura nos próprios anseios. Refresca a cuca! Deixa pra lá. Continua sendo feliz.
Tayane Sanschrí

sábado, 28 de novembro de 2015

O AMOR NÃO É PARA OS COVARDES



Há momentos em que o coração precisa se acolher; e silenciar.
Isso não presume que estejamos perdidos, sem direção, ou que tenhamos deixado as portas trancadas para o amor entrar.
Tantas vezes, após uma decepção amorosa, nos entregamos para um novo alguém na ânsia de vivermos um novo relacionamento, e o que acontece, normalmente,  é que o nosso coração se estilhaça - como se tivesse sido lançado do décimo andar de um prédio -, e fica em pedaços pontiagudos, cortantes, capazes de ferir quem o tenta juntar. 
Todos estamos vulneráveis à isto. Ninguém escapa. 
Quem sabe, o nosso medo de estar só nos convença de que qualquer beijo é paixão, que qualquer palavra bonita é amor, de que qualquer carinho é convite para se bordar um lindo e aconchegante romance.
Frequentemente estamos enganados; porque não nos permitimos transbordar sozinhos. Ficamos buscando no outro razões para insistir, permanecer, "amar", como se fosse o último suspiro do amor. E o que acontece? Esquecemos de ser nós mesmos. Sofremos. Machucamos. Criamos um personagem para agradar o outro, em troca de um pseudo amor; daqueles que não é recíproco na mesma medida. É, porque tem amores, assim. 
Veja bem, se você se esforça demais, agrada demais, e tenta o tempo inteiro conquistar alguém, que te exige condições para ficar, que não sabe se quer ficar... é hora de ir embora.
O amor vem e fica. Não se exige, não se insiste. Não se compra com presentinhos e agrados. Não tem dúvidas. O amor por si só, basta.
Agora, presta atenção, porque tem muita gente medrosa por aí. Que quer um amor, mas tem medo de amar. Fica apavorada, inquieta, confusa. E no meio dessa confusão acaba cansando o coração de quem tem tanto amor pra dar. Se  você se encontra, assim, respira, e vai tomar um chá de coragem. O amor não é para os covardes. Amar exige espírito de aventura, e entrega, porque sorrisos ralam, também. O amor é um lindo risco. 
Mas, se você esbarrar em alguém, assim, vou te dizer, não se sinta culpado, se você tentou e o outro não viveu, porque o medo o dominou.
Ainda ontem, descobri que quando você estiver sossegado, sem esperar nada, o amor sorrirá pra você. Ele não mandará telegrama avisando sobre a sua chegada, nem terá amigos pressionando para que aconteça; não haverá expectativas que desassossegam. Simplesmente acontecerá.
Este momento ocorre quando o coração está em silêncio, porque conseguimos ouvir as razões, compreender as pessoas. 
Pare um pouco, sossegue o seu coração. Cuide dos seus sonhos, deixe de procurar... o amor não estará em qualquer abraço apertado, nem em todo sorriso iluminado. 
A gente se engana. E como nos enganamos. 
A gente engana, também.
Mas,  não se tranque e engula a chave por medo de amar. Fica leve pra o amor entrar. O que mais se encontrará por aí serão pessoas vazias, que querem amores para sugar suas energias e se abastecerem com a felicidade que elas não encontram nas pequenezas da vida, no dia a dia. SOZINHAS.
Não queira alguém pra TE fazer feliz, seja feliz sozinho e então, SERÁS feliz com alguém.
Não queira alguém para ser estepe, ou curar a dor de um ex-amor. Não há nada mais mesquinho  do que cativar o amor de alguém, e depois você debochar, porque o seu medo, ou o amor que você nunca curou, o impede de ser inteiro. A gente pode nem perceber, mas, machucamos demais as pessoas quando estamos doloridos, com o coração quebrado. Cure-se primeiro. Só não se demore pra isso, pois, "a próxima vez, "próxima semana, talvez" é tempo demais pra NÃO se amar de novo.
Em qualquer circunstância, guarde  o seu coração. 
Muitas vezes, o nosso coração só precisa se retrair. Nada mais.
E, quando você se bastar, pode sorrir, gargalhar; você amará e será muito bem amado.

Tayane Sanschrí



domingo, 22 de novembro de 2015

TODAS AS VERDADES SOBRE O AMOR



Homens  e mulheres resmungam o tempo inteiro que não conseguem encontrar alguém bacana para se relacionar, que chego a sentir uma vontade gigantesca de juntar estes desgarrados.
Mas, aposto que você se pega, constantemente, navegando neste mar profundo de indagações. Sem respostas. Afinal, se tantos homens e mulheres querem encontrar alguém, e há tantos na busca, por que diachos não se esbarram?
Veja bem, até que se esbarram, mas, o desejo de encontrar alguém é tão grande, que esta procura parece se tornar num objetivo de vida ou morte. Às vezes soa como um desejo desesperado para ambos os sexos, que a possibilidade de dar certo com alguém vai por água abaixo.
E olha que tenho observado uma coisa bem peculiar, me desculpem este parenteses, os homens parecem estar mais ansiosos em encontrar alguém do que as mulheres. Será que essa mulherada moderna, independente, dona de si, está deixando os meninos assim?
Especulações à parte, o amor esperado, me soa como uma exigência, como se fosse um produto servido em fast-food: "Já te beijei, o beijo teve sintonia, escolhi você, e agora quero que os meus filhos tenham o seu sobrenome".
É gente correndo pra tudo que é lado. Respira.
Ou ao invés de você atrair, vai afastar.
Sem essa de que amor, aquele pregado pelas revistinhas da moda, surge no encontro do olhar, ou em meses: o amor é mais que isso, meu amigo.
O amor te ensina a admirar o melhor e o pior do outro. O pior, sim, porque ninguém é perfeito; e quem ama, acha bonitinho os defeitos do amado. Além disso, você se descobre amando quando não aguenta ficar tanto tempo longe da pessoa, sem falar com ela, sem um afago. O amor alimenta a alma. Mas, calma aí, não vai achar que estar sofrendo por falta do amor é amor, hein?
Pois, quem te ama nunca, JAMAIS, te fará sofrer. Isso é capricho!
Aliás, falta entrega por parte de homens e mulheres nesta modernidade imediatista. O que vejo são homens que se desdobram para conquistar uma possível pretendente, e mulheres insistindo por alguém que não lhes dá uma chance de viver essa sensação maravilhosa.
Ah, sensação boa que acontece quando duas pessoas estão dispostas a viver uma história de amor.
O frenesi hoje é no ritmo, daquela música da Banda baiana Cheiro de Amor "já beijei um, já beijei dois, já beijei três...", pra no final não conquistar ninguém.
Claro que se você tenta conquistar uma pessoa, está lá sendo romântico e em troca só lhe chega exigências: cai fora. A pessoa pode ser linda, meiga, inteligente, o que for, cai fora. Esta criatura só estará se aproveitando do teu jeito bonzinho de ser. Aí neste caso, até eu te sugiro beijar outra boca e deixar aquela pra lá. Você não vai passar o resto dos seus dias, tentando mostrar pra alguém que você vale muito a pena, né? Azar o dela se não soube viver.
Até porque o amor não exige nada, e do amor não se exige patavinas. Ele, simplesmente vem, e fica.
Se você acha que tá difícil encontrar um amor pra chamar de seu, se recolhe. Ame-se loucamente e então esteja disposto para o amor.
O que não vale é tentar encontrar em vários braços os abraços que você tanto deseja. O amor chegará, sorrateiro e vai te surpreender. E quando chegar deixa ele entrar. Deixa! Sem julgamentos, sem medos, sem nada. Permita-se! Quem garante que este alguém não te fará viver uma história linda?

Tayane Sanschrí


terça-feira, 27 de outubro de 2015

EU SÓ QUERIA TE DIZER


Tenho uma saudade gigantesca das coisas que ainda não vivi... com você. Vez ou outra toma conta das minhas horas e borda sorrisos, quando me vejo assim.
Não vivemos, não por falta de vontades, desejos, ou planos, mas pela pouca coragem... e, pela distância calculada entre os territórios em que nos encontramos.
Mas, isso não é premissa para que impeça que essa saudade se instale, descontrole e não nos faça sentir, assim, distantes, o que as palavras buscam permitir, como se a rota fosse um mero detalhe... Insignificante. Permissão essa que arrepia a pele, aflora os sentidos e nos deixa perdidos.
Eu só queria te dizer que sinto saudade desse teu riso de paz, que faz meus lábios desejarem, ainda mais, a tua boca sugando a minha. E dos afagos que tuas mãos desejariam fazer, quando eu fechasse os olhos pra me entregar a você. 
Desenho na memória o nosso possível primeiro encontro, para aguçar essa saudade sem fim; um jantar, regado a combos de sushis e sashimi, porque não teria erro de não ser o melhor, inundado de gargalhadas por te ver fazer graça pelos tropeços da vida. Sem esquecer da garrafa de vinho do porto, o melhor que já bebi, para molhar os meus lábios, e tornar o toque da minha língua o mais delicioso que puder sentir. 
Arrepio só de imaginar que essa espera seria a melhor que o tempo poderia realizar. Me entonteceria sentir teu hálito doce sussurrando coisas que eu gostaria de ouvir, pra me fazer queimar por inteira , porque este desejo, sabemos, contornava cada diálogo nosso, sem pudores.
Queria muito te dizer que te daria paz, mesmo que numa noite fria, em meio aos lençóis, aquecidos por nossos corpos, com o cheiro adocicado, da minha pele, impregnado em você; e os teus dedos dedilhando o meu corpo, contornando cada curva minha, descobriria os prazeres que me tornariam tua, sem nenhum esforço e então, eu desfaleceria. E dentro dos teus braços, eu permaneceria, até amanhecer, porque não seria inesquecível, como assim te prometi, se eu não te despertasse entre beijos e carícias, só pra te dizer: _ Faz amor comigo?! Gruda na minha memória o teu gosto como música boa de ouvir. Seja eterno assim!

Tayane Sanschrí

sábado, 17 de outubro de 2015

QUANDO A VIDA PROMOVE UM REENCONTRO COM UM EX AMOR



Fazia tempo que eu não te via, que os meus olhos não repousavam nos teus.
Foi um encontro casual. Destes que não imaginamos que aconteceria.
Meu corpo estremeceu; não pela expectativa em poder encontrá-lo, como era de praxe, para matar a saudade, mas, pelo desconforto da circunstância, e ser obrigada a te cumprimentar. Eu não queria.
Bem que dizem que nosso melhor amigo, para a cura dos amores rasos, é o tempo. Ele enxuga todas as lágrimas que a nossa alma teima em deixar rolar por um amor que não foi. E, confesso, eu chorei, dias a fio, sem intervalo para dar descanso aos meus olhos, para ficarem enxutos e sentir o sol.
Seus lábios esboçaram um sorriso no canto da boca. Os meus se contraíram, revelando a decepção pelo destino ter armado aquele contratempo.
Preferia não te reencontrar. Não queria responder a tua pergunta boba de “como vai você?”.
Não guardo mágoa dentro de mim, mas as memórias do que fomos são latentes, ainda. Parece filme esperado, em que a película é rodada diversas vezes ao dia.
Você que segurou na minha mão, quando eu me permiti sentir o amor, e que me fez acreditar que eu era especial em suas horas; de repente, enterrou os sorrisos que você mesmo provocou.
“Vou, sim”, eu respondi. Entre dentes, um sorriso sem graça, forçado, por estar ali na contramão da vida.
Meus grandes olhos amendoados não estacionavam mais nos seus como de costume. Meu riso era frouxo e sem cor. Aquela voz doce que é minha marca, deu lugar a firmeza, como certeza de que feliz eu estava sem você.
Quem diria que aquele que um dia me encheu de alegria ao me encontrar, seria só mais um, no meio da multidão.
O silêncio ficou suspenso no ar. Meu desagrado era visível, sua alegria entusiasta era notada. Eu só queria sair dali e poder nunca mais esbarrar em você pelas alamedas da vida.
Não era questão de orgulho, ou destas coisas tolas que costumamos nos convencer para catar esperança num amor que pouco existiu, era questão de amor próprio. Eu que sempre escolhi demais um alguém para amar, acabei decidindo por um que me deixou em frangalhos.
Você não aceitou ser um encontro breve, quis provocar uma conversa, como se fossemos amigos. Quis saber dos meus dias, do que eu fazia, e dizer do quanto eu estava linda e feliz.
Que bom que você notou, por que eu realmente estava feliz, e não era você quem promovia aqueles sorrisos em mim.
Demorei de curar meu coração, que se despedaçou e nenhum prazer vivido parecia ser capaz de sanar suas feridas, nenhum afago era bálsamo para a minha alma.
Agora ele estava restabelecido!
Pude notar a sua frustração por não ter sido um reencontro cheio de abraços, apertos de mão, olhos no olhos, ou chances tamanhas de possíveis horas para um café.
Você foi uma pausa na minha vida, da qual não quero lembrar. Quanto a esta tarde: um mero acaso. Impossível de acontecer uma segunda vez.
Tayane Sanschrí

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Sobre ser inesquecível para alguém


Toda história de amor tem um começo e um fim: “feliz enquanto durar”, ou “felizes para sempre”.
De uma forma ou de outra, espera-se que todo amor seja verdadeiro: em palavras, gestos, sorrisos, esperas e planos.
O pra sempre pode se tornar breve; e o que parecia breve, muitas vezes, fica pelo resto da vida.
E não há nenhum tarólogo, vidente ou bola de cristal que te garanta que em fulana você deve ou não apostar todos os seus sorrisos, brilho no olhar ou pulsar acelerado de quando se encontram. Ninguém irá te poupar de qualquer possível sofrimento; ninguém te avisará, antecipadamente, de que serás surpreendido em todas as manhãs, com o melhor carinho, se decidir por beltrana, ao invés de cicrana.
Há, sim, a possibilidade de você ser inesquecível, no presente do indicativo. De cuidar e de fazê-la feliz, enquanto puder.
De ser calor debaixo dos lençóis, de ser beijo quente que arrepia a pele. De arrancar-lhes os mais doces suspiros, e gargalhadas desmedidas por ter sujado o nariz dela com aquele sorvete de baunilha que ela tanto gosta, e que você precavido tem na sua geladeira. De fazê-la sorrir com as carícias quentes depois de uma garrafa de vinho, aberta só para brindar mais um dia juntos. Terá aquele CD especial que você adquiriu só pra vê-la se balançar, sentada no banco do carona do seu carro, quando você puser para tocar.
Sem falar nas oportunidades de toques suaves na pele, de beijo na testa, de beijar o sorriso, só pra vê-la olhar nos olhos e lhes dizer sobre o quanto você a faz bem.
Terá as chances de passeios pelo shopping, com as mãos entrelaçadas, só para satisfazer a vontade dela de sair para comer um sanduíche, no stand mais disputado da praça de alimentação; haverá carinho no rosto quando ela assistir um filme de amor, recostada em seu colo, no sofá em frente à TV; sem falar naquele aperto na sua mão, como pedido de proteção, por se assustar com a cena mais boba que possa existir, mas, que a fez sentir medo.
Haverá mudanças repentinas de planos, pois ela estará de TPM, e irá querer ficar na cama de moletom, largada, enquanto você a observa em suas oscilações de humor.
Terá as inúmeras mensagens de “dirige devagar”, “cuidado, amor”, “promete que não vai?” todos os dias antes e depois de você chegar em casa. Além, dos abraços apertados só para ela se sentir segura, acolhida quando algo que ela quis muito não deu certo.
Tudo isso será tão grandioso quanto o brilho no olhar dela, quando você a surpreender, no meio da tarde, estacionado em frente a sua casa, só para dizer que estava morrendo de saudades.
O que importará para ela, no final das contas, não será o tempo das coisas, mas, o quanto foi inesquecível vivê-las.
E você só terá a ganhar.
Tayane Sanschrí

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

CONFISSÕES PARA O FUTURO GRANDE AMOR DA MINHA VIDA


Descobri que para você se aproximar eu precisava exercer o dom da paciência e compreender que era necessário, tantas vezes, meu coração se partir em pedaços miúdos, com a pessoa errada.
Permiti as minhas horas para garotos de sorriso frouxo, que no final das contas queriam viver amores rasos, efêmeros ou nem tanto assim: relações como xícara de café frio. Deles cuidei bem. Sempre acreditei piamente na força do amor e de como ele nos torna melhor, mesmo que eu pensasse que fosse amor, eu sei.
Tantas vezes ralei meus joelhos e dei de cara no chão, por me importar demais, e tentar fazer o outro crescer. Qualquer amor eu dava merecimento. Tão imatura, não sabia viver algo por um só momento. Pontilhava eternidade nos olhos. Mas, quem nunca achou que todo amor era pra sempre?
Dia destes, até sentei na pedra do Arpoador e fiquei observando o mar, não admitia mais estar disposta para quem não estava predisposto ao amor, porque eu estava. Fui buscar respostas dentro de mim, eu não podia mais me entregar assim, também não podia me amedrontar, ou você se perderia nos braços de outro alguém. Foi então, que conclui que bastava eu não insistir quando não houvesse reciprocidade nivelada em atos e palavras. Nestes casos, só me caberia ir.
Isso tudo eu precisei passar, pra entender que quando você chegasse eu saberia, sem titubear, porque amores sinceros não precisam de nenhum esforço para conquistar. Aconteceria. Iríamos provocar sensações singulares no outro só de olhar, falar, no aconchego, na proteção, mesmo que não repetíssemos a todo instante sobre o amor que nos preenchia. Mesmo que essa tal necessidade visceral de alguns amores em dizer ao mundo que se pertencem, enchendo a caixa postal de pronomes possessivos como garantia de que ali existe amor, não nos coubesse; senão não seria amor. Só fantasia.
A sensação de bem querer que nos tomaria, ocorreria por podermos positivar os sonhos um do outro; pelo timbre de preocupação, na voz, por querer zelar; nasceria, também, daquele pedido de “se cuida”, inundado de vontade de sair correndo para cuidar.
Amor, eu sei que você chegará e irá se instalar, de pés descalços, cara limpa e sorriso largo. Não importando se a estrela do norte não pode ser vista, por conta de uma noite de céu nublado.
O tempo da valsa, melhor que o tempo do samba, agora aquieta o meu coração, que não perdeu a razão e entendeu que não tem que se ter pressa, pois assim, não entregamos o nosso coração para alguém que só o trate como objeto de decoração.


Tayane Sanschrí




sábado, 12 de setembro de 2015

DESPEDINDO-SE DE UM AMOR



E hoje tem texto inédito no site O Quinto Andar, do qual sou colunista.

E vim presentear vocês com esta crônica: Despedindo-se de um amor!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

JOGA PRO ALTO E VAI SER FELIZ




Não fazia ideia de que alguém seria capaz de me deixar assim, um trapo. Que sequer servia para limpar as feridas que cresciam dentro de mim. Como pode a gente se permitir a ponto de outra pessoa nos levar para o paraíso, em questão de dias, e do nada, nos arrastar para o inferno? Num estalar de dedos. Sem aviso prévio.
Você está ali, à toa na vida, o amor te chama e você vai. Com um sorriso largo, olhos brilhantes, o peito estufado – pois, a felicidade não cabe dentro de si; e arrisca-se.
E num tropeço, cai estabanado com a cara no chão. Olha pros lados, tenta entender. Mas, não tem resposta. Afinal, onde vacilei?
Silêncio mortal. Pra desilusão não tem explicação.
Aliás, decidi por A mais B, que não tenho tempo a perder, porque a única coisa que perdemos - chorando pitangas por quem nos arrancou o coração -, é o tempo. A gente perde tempo demais pra viver. O tempo passa arrastado; contabilizamos a saudade; calculamos a dor, e a esperança para fazer acontecer o que já acabou. Melhor, encarar a vida do jeito que é.
Para que se cobrar tanto? Esperar o que nunca voltará, é tempo demais. Resolvi que o melhor é viver. Deixar de ser eu mesma para agradar outrem: seja um amigo, ou amor, ou alguém, não vale um vintém.  Aceitar qualquer moeda só para ter uma felicidade efêmera, não convém. Quem gosta vai realmente ficar, respeitar sem exigências, sem delongas, sem conversa mole, sem enrolação e segurar na mão em todos os momentos. Ficar prostrado diante do tempo para ver a banda passar cantando coisas de amor, só se um amor chamar, como bem disse Chico Buarque de Holanda.
O tempo cura qualquer destino maldito, mas, de nada adianta se eu só esperar ele passar. Ser feliz é condição. É escolha. Decisão.
Se um amor te atropelar, não penhore os seus sentimentos para se convencer de que a culpa é sua e de mais ninguém. Culpados não há. Só não deu para continuar. Afinal, amor enfeitado, ou prescrito, não dura um só capítulo. Amor que é nó e não laço pode desatar. E, bom mesmo é laço bonito, pequeno ou grande, que se entrelaça na beleza de ser inteiro nos dias de quem se quer amar.
E nada de ficar escravo do tempo, ansiosos para recomeçar, pois o amor bom vai chegar, quando a gente menos esperar. E não tenha medo de arriscar. Deixa ele entrar e fazer ninho em seu coração.
Depois desta decepção descobri que o melhor está por vir. Vesti o meu sorriso mais largo e sai pelas vielas da vida, colhendo as flores que são oferecidas. Enfiei o pé na estrada, cai no samba, e na bossa nova. Segurei na mão do tempo e o tirei pra dançar. Vou me esbaldar.
Vou toda faceira, não tenho medo, não.
A vida só brilha para quem descobre beleza em toda tristeza que chega desgovernada.
Seja modinha ou samba-canção.

Tayane Sanschrí

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

PÔR DO SOL




            Um barco no horizonte a velejar, saudando o pôr do sol que sorri pra mim.
            Meus olhos firmam naquele lugar e numa oração o pensamento carrega-me para teus braços. De onde nunca mais quero sair.
            Sinto o embalo aconchegante que o teu riso traz. E o toque carinhoso que teus olhos fazem em mim.
            Saudade, assim, é tão linda de sentir. Meu menino com cheiro de mar.
            Não vejo a hora de te encontrar e recostar em teu peito, para adormecer desse jeito. Porque tua proteção divina é a melhor sensação que há.
            Então, fecho os olhos só para ouvir, sua voz dizendo assim:
            – Você faz um bem em mim! Você faz um bem em mim! Por isso estou aqui!
            E, o barco no horizonte se distancia, enquanto o sol encosta no mar, pra se esconder e esperar a noite chegar.

Sorrio.

Tayane Sanschrí


domingo, 30 de agosto de 2015

AGORA, sou colunista no site O Quinto Andar!



Agora sou colunista do site O Quinto Andar, e todo domingo haverá publicação de crônicas, contos e cartas de amor de minha autoria.
Espero vocês por lá!
Só clicar AQUI para ler os meus textos publicados no site!
Beijos, meus amores!

<3 <3 <3

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

É PRECISO SE CONVENCER DE QUE O AMOR PODE DAR CERTO PRA VOCÊ!


O amor é piegas.
Tantas vezes você deve ter ouvido isso por aí, que até perdeu as contas, não é? Mas, é verdade.
Também é brega, clichê e, talvez, por isso, todos nós procuramos o amor o tempo inteiro.
Somos taxados de trouxas, românticos assumidos ou sentimentais quando colocamos o amor no topo da lista de prioridades.
Mas, para o amor acontecer é preciso que você deixe de observar as pétalas de uma flor, e se permita admirar todo o jardim; afinal, aquela flor pode murchar e você nem perceber. Por isso, recomendo, não perca tempo assim. Observe ao seu redor.
Antes de mais nada, é preciso se convencer de que o amor pode dar certo pra você, ou não conseguirás encontrá-lo. Aliás, quando você parar de buscá-lo, e procurá-lo por aí, ele, certamente chegará, não num cavalo branco, com uma capa gigante presa ao pescoço, tão pouco com prenúncios de sua chegada através de fogos de artifícios ou grandes esforços, mas, de repente.
O amor não é justo. Não surge todos os dias na fila do pão, na poltrona do cinema, num vagão de trem - espreitado num canto qualquer. O amor é um presente. Não um prêmio que você mereça por ter tido o coração partido inúmeras vezes.
E, acima de tudo não se converte em regras para serem seguidas a risca, a fim de ser duradouro. Se você enumera uma dúzia delas: porque cicrano é jovem demais, beltrano é velho pra mim, fulano é azul, o outro é amarelo, ciumento, grudento, você nunca irá amar de verdade. Pois, o amor não é para os covardes. Ele exige coragem para enfrentar os percalços que surgirão no seu trajeto.
Algumas vezes você precisará dar uma pausa, respirar e começar tudo de novo. Mesmo que pareça difícil. Mas, valerá a pena. Muito. Por que o amor nos torna melhores, desperta os nossos sonhos, nos orienta e nos conforta.
Quando o amor te encontrar, você saberá: cedo ou tarde.
É amor quando você deixa de procurar razões e se atenta em sentir. Quando o coração pulsa acelerado e o descompasso já não mais assusta; quando duas mãos entrelaçam sonhos, sorrisos, histórias e uma vontade infinita de fazer dar certo.


Tayane Sanschrí e Marcely Pieroni Gastaldi

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

VOCÊ VIVE O AMOR OU PROJEÇÃO DE SUAS EXPECTATIVAS?



Somos movidos pelo sentimento mais genuíno que existe: o amor. Leve e adocicado, vez ou outra nos deixa anestesiados, e certamente, irá decorar o dia com alegrias.
O amor nos alimenta, nos provoca finitas sensações que parece nos viciar. Ficamos a mercê da felicidade, dos sorrisos com os olhos e da calmaria daquele que é o mentor destas emoções.
Bem verdade que o coração vira passarinho quando acolhido, com carinho, por alguém que parece ninho para nos dar paz.
Sem hora para acontecer, o amor chega sorrateiro, e quando menos esperamos ele repousa as nossas asas em seu abraço. Muitos começam com a amizade; outros desde o primeiro olhar. Aliás, amor, amor mesmo é condição de construção diária, sem pressa, com perdão, com cuidado. O amor é um processo.
Há quem confunda paixão com amor; este primeiro tão bom quanto, aquece o nosso corpo e desperta o melhor que existe em nós.
 Apaixonados, perdemos o senso de realidade; e veja bem, não nos apaixonamos pela pessoa, mas, pelos sentimentos que experimentamos quando estamos com ela. Por isso, muitas vezes nos encontramos perdidos quando os planos elaborados são destruídos, pelo outro, que decide não fazer mais morada.
Paixão ou amor nos move a estreitar laços com alguém que se parece conosco, ou que diverge totalmente da gente. Alguns se permitem por medo de permanecerem sozinhos, outros por carência; muitos por ter encontrado, sem ao menos esperar, a pessoa que irá viver ao seu lado por toda a vida, ou até quando as projeções desmoronarem.
Cada um com seu valor, suas vivências, suas alegrias e dores. Seus medos, anseios e insatisfações. Suas estações, ou poucas semanas de experiência.
O que não vale é insistir em amores rasos, em esperar que o outro supra suas expectativas, ou atribuir a outra pessoa seus próprios sentimentos e motivações.
Antes de tudo, ame-se primeiro!

                                                   Tayane Sanschrí



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Os motivos que nunca me permitiram ter um amor sólido




Relacionamento sólido todo mundo quer, por que comigo seria diferente?
Para mim, e mais duas dúzias de homens que são capazes de assumir que desejam um amor para toda vida, ter um amor era a minha maior expectativa. Alguém para compartilhar momentos de alegrias, falar do dia a dia, olhar nos olhos e andar de mãos dadas pelas avenidas das cidades, sem me importar com os olhos de reprovação (ou de admiração) de seja lá quem fosse.
Mas, demorei de esbarrar naquela que realmente me escolheu para ser o cara que ela desejaria passar o resto dos seus dias. É, ME ESCOLHEU, porque sejamos sensatos, são elas quem nos escolhem.
Afinal, se dependesse de mim, eu sempre escolheria, as que nunca queriam nada; eu tinha uma leve fascinação ao me interessar, num bar, naquelas rodas de amigas se divertindo, por aquela que lá nos labirintos de suas emoções, queria tudo, exceto um amor pra vida toda. No máximo uns meses em minha casa, até encontrar outro que lhes dedicasse mais horas, ou lhes provocasse mais borboletas no estômago.
Já estava virando comportamento clichê. Comecei a me convencer que nenhuma era inteira, ou que eu exalava algum odor que espantava as moças de mim, pelo menos as que desejassem um namoro sério.
Sei que não é receita de bolo, tão pouco um manual de instruções que me levasse diretamente a moça bonita dos meus sonhos. 
Opa! Volta para a realidade; sai desse deslize. 
Quero dizer para você que essa coisa fantasiosa foi o primeiro passo para me fazer notar que eu idealizava uma pessoa que não existia.
Eu vivia na contramão do amor: queria tanto alguém sólido e quando encontrava uma moça bacana, era capaz de enumerar uma porção de condições que me impediam de prosseguir; era pior que alguém que lista os possíveis problemas que um carro velho possa lhes trazer, caso você adquira um.
Calma, aí, antes que qualquer um me apedreje, porque o seu lado macho alfa queira berrar de que homem tem que “pegar” todas; já deixo bem claro: há homens que querem passar o tempo, curtindo e tal, eu, não. Eu queria uma namorada. 
Assim como tem homens que querem compromissos e outros não, há mulheres também. E o que ocorria? Eu só me oportunizava para as que não queriam relacionamento algum. Tava começando a achar que o planeta havia mudado demais, que não existia mais amor romântico e eu estava fora da modinha.
Péssima análise machista. Eu apenas era um cara que tinha medo do amor. Quando eu encontrava uma moça legal que estava a fim de namorar comigo, lá ia eu enumerar uma lista de impossibilidades. Peraí, se amor é permissão, porque diabos eu estava me burlando? Quem disse que não podia dar certo com A, B ou C? Afinal, com quantas eu havia me envolvido, achando que era o amor mais fodão que tinha encontrado, e terminava na primeira desavença? Infinitas.
Foi, então, que percebi, que a minha ansiedade em encontrar alguém perfeito me impedia de amar alguém disposto. Até porque amor de verdade nasce da aceitação dos defeitos do outro. Amar alguém que nos promete uma infinidade de coisas bonitas, e viver feliz todos os dias, ao nosso lado, é fácil. Tanto que vai fácil, também. Quero ver amar as oscilações de humor, a insatisfação do outro, a bagunça da sua rotina. Ah, meu rei, depois que entendi isso, descobri o verdadeiro sentido do amor.
Até porque, todo mundo quer um amor, e eu estava nesta lista, porém, a minha carência era tão desmedida que eu sufocava qualquer companheira, com minha necessidade extrema de carinho e de demonstrações públicas do nosso amor. Se ela não demonstrasse isso, eu desistia, procurava alguém que não se limitasse ao “eu te amo”, apenas, entre quatro paredes. Cara, era óbvio que eu não viveria nenhuma real história de amor, mas, um conto de fadas com tempo marcado para desencantar. O amor não precisa de aplausos coletivos para ser bom, ou ser o melhor do mundo;  precisa de uma palavra de conforto para nos tornar forte, de um afago depois e um dia atribulado. De um beijo quando não queremos conversar.
Eu queria um amor pra vida toda, e ela me escolheu. Foi meio que de repente, numa livraria, tarde quente. Ela escolheu o mesmo livro que o meu. Nossos olhos se encontraram e ela me provocou uma onda boa de sorrisos. Passamos um bom tempo só conversando, antes do primeiro encontro. Eu na ânsia de encontrar um amor pra vida inteira, ainda, experimentei outros beijos, antes de tornar sólido esta possibilidade de amor.
A paciência dela em me esperar, quando eu estivesse pronto, foi a grande sacada para me alertar, que ali havia a possibilidade de amar. Foi sem pressa, quando eu nem esperava. Já nem procurava. E ela me encantou.
Ainda me lembro do primeiro beijo que me arrebatou. Eu que jamais imaginei que encontraria um amor.

Tayane Sanschrí





sábado, 15 de agosto de 2015

Carta para um coração partido



Tantas outras milhões de vezes a história se repetiu, e você continuou a acreditar que algo mudaria. De que no próximo abraço dele, ou olhar nos olhos e sorriso, seria diferente, que voltaria a ser como era antes. E você sozinha começou a pregar a ladainha de que havia encontrado a sua alma gêmea.
É este resquício de esperança que te faz permanecer; condição, na maioria das vezes, descabida aos olhos da razão.
Talvez por associar o amor às lutas constantes, a insistência, às dores, você decida que sem sofrimento não existe amor. Quem escreve isso, na verdade, são alguns poetas, que muitas vezes tentam pincelar suas dores, com cores diversas para amenizar as perdas. Mas, na prática amor algum deve suportar as brigas incessantes, aos vai e vens infinitos, as traições seguidas de pedidos de perdão elaborados;  eis muitas provas de que amor não há mais (ou de que nunca houve).
Deve estar tão acostumada a ele, que parece difícil deixá-lo ir embora, ou você ir embora. Eu sei, que o olhar de carinho dele se tornou necessário a tal ponto, que a todo momento você busca uma ponte para ser usada como meio de superar as discussões, incompreensões, e traições.  Por vezes, com todas estas premissas, ainda, assim, você teima em acreditar que está diante do amor de sua vida.
Taí porque que dizem que o amor é cego. Que a meu ver não tem nada com beleza, mas, sim, com a condição de não sermos capazes de enxergar a realidade estampada bem debaixo dos nossos narizes. E, é aí que acontece a grande merda, você passa mais tempo anestesiada, convencida de que aquele cara é o ideal de amor eterno, mesmo que ele te revele em suas atitudes que tudo não passou de uma grande ilusão, que a cegueira se torna o seu remédio diário para tentar curar essa dor.
Só resta, então, uma coisa, minha amiga: arregale os olhos, retire a película que você usa e desfaça a construção de amor que você mesma elaborou. Aceite os fatos. Viva a realidade sem enfeites.
O amor vai além. O amor é razão. Amor é consciência de que o outro não tem obrigação alguma de te fazer (eternamente) feliz.  Mas, de estar feliz ao seu lado.
E se conforme de que ele pode (e deve) ser feliz em outros braços, abraços, coxas e palavras. Como você, também. Vai ser feliz.
Amor é abrir mão do outro, e amar a si mesmo. É ir embora. É voltar a ser você.

                                           Tayane Sanschrí