domingo, 30 de agosto de 2015

AGORA, sou colunista no site O Quinto Andar!



Agora sou colunista do site O Quinto Andar, e todo domingo haverá publicação de crônicas, contos e cartas de amor de minha autoria.
Espero vocês por lá!
Só clicar AQUI para ler os meus textos publicados no site!
Beijos, meus amores!

<3 <3 <3

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

É PRECISO SE CONVENCER DE QUE O AMOR PODE DAR CERTO PRA VOCÊ!


O amor é piegas.
Tantas vezes você deve ter ouvido isso por aí, que até perdeu as contas, não é? Mas, é verdade.
Também é brega, clichê e, talvez, por isso, todos nós procuramos o amor o tempo inteiro.
Somos taxados de trouxas, românticos assumidos ou sentimentais quando colocamos o amor no topo da lista de prioridades.
Mas, para o amor acontecer é preciso que você deixe de observar as pétalas de uma flor, e se permita admirar todo o jardim; afinal, aquela flor pode murchar e você nem perceber. Por isso, recomendo, não perca tempo assim. Observe ao seu redor.
Antes de mais nada, é preciso se convencer de que o amor pode dar certo pra você, ou não conseguirás encontrá-lo. Aliás, quando você parar de buscá-lo, e procurá-lo por aí, ele, certamente chegará, não num cavalo branco, com uma capa gigante presa ao pescoço, tão pouco com prenúncios de sua chegada através de fogos de artifícios ou grandes esforços, mas, de repente.
O amor não é justo. Não surge todos os dias na fila do pão, na poltrona do cinema, num vagão de trem - espreitado num canto qualquer. O amor é um presente. Não um prêmio que você mereça por ter tido o coração partido inúmeras vezes.
E, acima de tudo não se converte em regras para serem seguidas a risca, a fim de ser duradouro. Se você enumera uma dúzia delas: porque cicrano é jovem demais, beltrano é velho pra mim, fulano é azul, o outro é amarelo, ciumento, grudento, você nunca irá amar de verdade. Pois, o amor não é para os covardes. Ele exige coragem para enfrentar os percalços que surgirão no seu trajeto.
Algumas vezes você precisará dar uma pausa, respirar e começar tudo de novo. Mesmo que pareça difícil. Mas, valerá a pena. Muito. Por que o amor nos torna melhores, desperta os nossos sonhos, nos orienta e nos conforta.
Quando o amor te encontrar, você saberá: cedo ou tarde.
É amor quando você deixa de procurar razões e se atenta em sentir. Quando o coração pulsa acelerado e o descompasso já não mais assusta; quando duas mãos entrelaçam sonhos, sorrisos, histórias e uma vontade infinita de fazer dar certo.


Tayane Sanschrí e Marcely Pieroni Gastaldi

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

VOCÊ VIVE O AMOR OU PROJEÇÃO DE SUAS EXPECTATIVAS?



Somos movidos pelo sentimento mais genuíno que existe: o amor. Leve e adocicado, vez ou outra nos deixa anestesiados, e certamente, irá decorar o dia com alegrias.
O amor nos alimenta, nos provoca finitas sensações que parece nos viciar. Ficamos a mercê da felicidade, dos sorrisos com os olhos e da calmaria daquele que é o mentor destas emoções.
Bem verdade que o coração vira passarinho quando acolhido, com carinho, por alguém que parece ninho para nos dar paz.
Sem hora para acontecer, o amor chega sorrateiro, e quando menos esperamos ele repousa as nossas asas em seu abraço. Muitos começam com a amizade; outros desde o primeiro olhar. Aliás, amor, amor mesmo é condição de construção diária, sem pressa, com perdão, com cuidado. O amor é um processo.
Há quem confunda paixão com amor; este primeiro tão bom quanto, aquece o nosso corpo e desperta o melhor que existe em nós.
 Apaixonados, perdemos o senso de realidade; e veja bem, não nos apaixonamos pela pessoa, mas, pelos sentimentos que experimentamos quando estamos com ela. Por isso, muitas vezes nos encontramos perdidos quando os planos elaborados são destruídos, pelo outro, que decide não fazer mais morada.
Paixão ou amor nos move a estreitar laços com alguém que se parece conosco, ou que diverge totalmente da gente. Alguns se permitem por medo de permanecerem sozinhos, outros por carência; muitos por ter encontrado, sem ao menos esperar, a pessoa que irá viver ao seu lado por toda a vida, ou até quando as projeções desmoronarem.
Cada um com seu valor, suas vivências, suas alegrias e dores. Seus medos, anseios e insatisfações. Suas estações, ou poucas semanas de experiência.
O que não vale é insistir em amores rasos, em esperar que o outro supra suas expectativas, ou atribuir a outra pessoa seus próprios sentimentos e motivações.
Antes de tudo, ame-se primeiro!

                                                   Tayane Sanschrí



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Os motivos que nunca me permitiram ter um amor sólido




Relacionamento sólido todo mundo quer, por que comigo seria diferente?
Para mim, e mais duas dúzias de homens que são capazes de assumir que desejam um amor para toda vida, ter um amor era a minha maior expectativa. Alguém para compartilhar momentos de alegrias, falar do dia a dia, olhar nos olhos e andar de mãos dadas pelas avenidas das cidades, sem me importar com os olhos de reprovação (ou de admiração) de seja lá quem fosse.
Mas, demorei de esbarrar naquela que realmente me escolheu para ser o cara que ela desejaria passar o resto dos seus dias. É, ME ESCOLHEU, porque sejamos sensatos, são elas quem nos escolhem.
Afinal, se dependesse de mim, eu sempre escolheria, as que nunca queriam nada; eu tinha uma leve fascinação ao me interessar, num bar, naquelas rodas de amigas se divertindo, por aquela que lá nos labirintos de suas emoções, queria tudo, exceto um amor pra vida toda. No máximo uns meses em minha casa, até encontrar outro que lhes dedicasse mais horas, ou lhes provocasse mais borboletas no estômago.
Já estava virando comportamento clichê. Comecei a me convencer que nenhuma era inteira, ou que eu exalava algum odor que espantava as moças de mim, pelo menos as que desejassem um namoro sério.
Sei que não é receita de bolo, tão pouco um manual de instruções que me levasse diretamente a moça bonita dos meus sonhos. 
Opa! Volta para a realidade; sai desse deslize. 
Quero dizer para você que essa coisa fantasiosa foi o primeiro passo para me fazer notar que eu idealizava uma pessoa que não existia.
Eu vivia na contramão do amor: queria tanto alguém sólido e quando encontrava uma moça bacana, era capaz de enumerar uma porção de condições que me impediam de prosseguir; era pior que alguém que lista os possíveis problemas que um carro velho possa lhes trazer, caso você adquira um.
Calma, aí, antes que qualquer um me apedreje, porque o seu lado macho alfa queira berrar de que homem tem que “pegar” todas; já deixo bem claro: há homens que querem passar o tempo, curtindo e tal, eu, não. Eu queria uma namorada. 
Assim como tem homens que querem compromissos e outros não, há mulheres também. E o que ocorria? Eu só me oportunizava para as que não queriam relacionamento algum. Tava começando a achar que o planeta havia mudado demais, que não existia mais amor romântico e eu estava fora da modinha.
Péssima análise machista. Eu apenas era um cara que tinha medo do amor. Quando eu encontrava uma moça legal que estava a fim de namorar comigo, lá ia eu enumerar uma lista de impossibilidades. Peraí, se amor é permissão, porque diabos eu estava me burlando? Quem disse que não podia dar certo com A, B ou C? Afinal, com quantas eu havia me envolvido, achando que era o amor mais fodão que tinha encontrado, e terminava na primeira desavença? Infinitas.
Foi, então, que percebi, que a minha ansiedade em encontrar alguém perfeito me impedia de amar alguém disposto. Até porque amor de verdade nasce da aceitação dos defeitos do outro. Amar alguém que nos promete uma infinidade de coisas bonitas, e viver feliz todos os dias, ao nosso lado, é fácil. Tanto que vai fácil, também. Quero ver amar as oscilações de humor, a insatisfação do outro, a bagunça da sua rotina. Ah, meu rei, depois que entendi isso, descobri o verdadeiro sentido do amor.
Até porque, todo mundo quer um amor, e eu estava nesta lista, porém, a minha carência era tão desmedida que eu sufocava qualquer companheira, com minha necessidade extrema de carinho e de demonstrações públicas do nosso amor. Se ela não demonstrasse isso, eu desistia, procurava alguém que não se limitasse ao “eu te amo”, apenas, entre quatro paredes. Cara, era óbvio que eu não viveria nenhuma real história de amor, mas, um conto de fadas com tempo marcado para desencantar. O amor não precisa de aplausos coletivos para ser bom, ou ser o melhor do mundo;  precisa de uma palavra de conforto para nos tornar forte, de um afago depois e um dia atribulado. De um beijo quando não queremos conversar.
Eu queria um amor pra vida toda, e ela me escolheu. Foi meio que de repente, numa livraria, tarde quente. Ela escolheu o mesmo livro que o meu. Nossos olhos se encontraram e ela me provocou uma onda boa de sorrisos. Passamos um bom tempo só conversando, antes do primeiro encontro. Eu na ânsia de encontrar um amor pra vida inteira, ainda, experimentei outros beijos, antes de tornar sólido esta possibilidade de amor.
A paciência dela em me esperar, quando eu estivesse pronto, foi a grande sacada para me alertar, que ali havia a possibilidade de amar. Foi sem pressa, quando eu nem esperava. Já nem procurava. E ela me encantou.
Ainda me lembro do primeiro beijo que me arrebatou. Eu que jamais imaginei que encontraria um amor.

Tayane Sanschrí





sábado, 15 de agosto de 2015

Carta para um coração partido



Tantas outras milhões de vezes a história se repetiu, e você continuou a acreditar que algo mudaria. De que no próximo abraço dele, ou olhar nos olhos e sorriso, seria diferente, que voltaria a ser como era antes. E você sozinha começou a pregar a ladainha de que havia encontrado a sua alma gêmea.
É este resquício de esperança que te faz permanecer; condição, na maioria das vezes, descabida aos olhos da razão.
Talvez por associar o amor às lutas constantes, a insistência, às dores, você decida que sem sofrimento não existe amor. Quem escreve isso, na verdade, são alguns poetas, que muitas vezes tentam pincelar suas dores, com cores diversas para amenizar as perdas. Mas, na prática amor algum deve suportar as brigas incessantes, aos vai e vens infinitos, as traições seguidas de pedidos de perdão elaborados;  eis muitas provas de que amor não há mais (ou de que nunca houve).
Deve estar tão acostumada a ele, que parece difícil deixá-lo ir embora, ou você ir embora. Eu sei, que o olhar de carinho dele se tornou necessário a tal ponto, que a todo momento você busca uma ponte para ser usada como meio de superar as discussões, incompreensões, e traições.  Por vezes, com todas estas premissas, ainda, assim, você teima em acreditar que está diante do amor de sua vida.
Taí porque que dizem que o amor é cego. Que a meu ver não tem nada com beleza, mas, sim, com a condição de não sermos capazes de enxergar a realidade estampada bem debaixo dos nossos narizes. E, é aí que acontece a grande merda, você passa mais tempo anestesiada, convencida de que aquele cara é o ideal de amor eterno, mesmo que ele te revele em suas atitudes que tudo não passou de uma grande ilusão, que a cegueira se torna o seu remédio diário para tentar curar essa dor.
Só resta, então, uma coisa, minha amiga: arregale os olhos, retire a película que você usa e desfaça a construção de amor que você mesma elaborou. Aceite os fatos. Viva a realidade sem enfeites.
O amor vai além. O amor é razão. Amor é consciência de que o outro não tem obrigação alguma de te fazer (eternamente) feliz.  Mas, de estar feliz ao seu lado.
E se conforme de que ele pode (e deve) ser feliz em outros braços, abraços, coxas e palavras. Como você, também. Vai ser feliz.
Amor é abrir mão do outro, e amar a si mesmo. É ir embora. É voltar a ser você.

                                           Tayane Sanschrí