quarta-feira, 26 de agosto de 2015

VOCÊ VIVE O AMOR OU PROJEÇÃO DE SUAS EXPECTATIVAS?



Somos movidos pelo sentimento mais genuíno que existe: o amor. Leve e adocicado, vez ou outra nos deixa anestesiados, e certamente, irá decorar o dia com alegrias.
O amor nos alimenta, nos provoca finitas sensações que parece nos viciar. Ficamos a mercê da felicidade, dos sorrisos com os olhos e da calmaria daquele que é o mentor destas emoções.
Bem verdade que o coração vira passarinho quando acolhido, com carinho, por alguém que parece ninho para nos dar paz.
Sem hora para acontecer, o amor chega sorrateiro, e quando menos esperamos ele repousa as nossas asas em seu abraço. Muitos começam com a amizade; outros desde o primeiro olhar. Aliás, amor, amor mesmo é condição de construção diária, sem pressa, com perdão, com cuidado. O amor é um processo.
Há quem confunda paixão com amor; este primeiro tão bom quanto, aquece o nosso corpo e desperta o melhor que existe em nós.
 Apaixonados, perdemos o senso de realidade; e veja bem, não nos apaixonamos pela pessoa, mas, pelos sentimentos que experimentamos quando estamos com ela. Por isso, muitas vezes nos encontramos perdidos quando os planos elaborados são destruídos, pelo outro, que decide não fazer mais morada.
Paixão ou amor nos move a estreitar laços com alguém que se parece conosco, ou que diverge totalmente da gente. Alguns se permitem por medo de permanecerem sozinhos, outros por carência; muitos por ter encontrado, sem ao menos esperar, a pessoa que irá viver ao seu lado por toda a vida, ou até quando as projeções desmoronarem.
Cada um com seu valor, suas vivências, suas alegrias e dores. Seus medos, anseios e insatisfações. Suas estações, ou poucas semanas de experiência.
O que não vale é insistir em amores rasos, em esperar que o outro supra suas expectativas, ou atribuir a outra pessoa seus próprios sentimentos e motivações.
Antes de tudo, ame-se primeiro!

                                                   Tayane Sanschrí



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