segunda-feira, 14 de setembro de 2015

CONFISSÕES PARA O FUTURO GRANDE AMOR DA MINHA VIDA


Descobri que para você se aproximar eu precisava exercer o dom da paciência e compreender que era necessário, tantas vezes, meu coração se partir em pedaços miúdos, com a pessoa errada.
Permiti as minhas horas para garotos de sorriso frouxo, que no final das contas queriam viver amores rasos, efêmeros ou nem tanto assim: relações como xícara de café frio. Deles cuidei bem. Sempre acreditei piamente na força do amor e de como ele nos torna melhor, mesmo que eu pensasse que fosse amor, eu sei.
Tantas vezes ralei meus joelhos e dei de cara no chão, por me importar demais, e tentar fazer o outro crescer. Qualquer amor eu dava merecimento. Tão imatura, não sabia viver algo por um só momento. Pontilhava eternidade nos olhos. Mas, quem nunca achou que todo amor era pra sempre?
Dia destes, até sentei na pedra do Arpoador e fiquei observando o mar, não admitia mais estar disposta para quem não estava predisposto ao amor, porque eu estava. Fui buscar respostas dentro de mim, eu não podia mais me entregar assim, também não podia me amedrontar, ou você se perderia nos braços de outro alguém. Foi então, que conclui que bastava eu não insistir quando não houvesse reciprocidade nivelada em atos e palavras. Nestes casos, só me caberia ir.
Isso tudo eu precisei passar, pra entender que quando você chegasse eu saberia, sem titubear, porque amores sinceros não precisam de nenhum esforço para conquistar. Aconteceria. Iríamos provocar sensações singulares no outro só de olhar, falar, no aconchego, na proteção, mesmo que não repetíssemos a todo instante sobre o amor que nos preenchia. Mesmo que essa tal necessidade visceral de alguns amores em dizer ao mundo que se pertencem, enchendo a caixa postal de pronomes possessivos como garantia de que ali existe amor, não nos coubesse; senão não seria amor. Só fantasia.
A sensação de bem querer que nos tomaria, ocorreria por podermos positivar os sonhos um do outro; pelo timbre de preocupação, na voz, por querer zelar; nasceria, também, daquele pedido de “se cuida”, inundado de vontade de sair correndo para cuidar.
Amor, eu sei que você chegará e irá se instalar, de pés descalços, cara limpa e sorriso largo. Não importando se a estrela do norte não pode ser vista, por conta de uma noite de céu nublado.
O tempo da valsa, melhor que o tempo do samba, agora aquieta o meu coração, que não perdeu a razão e entendeu que não tem que se ter pressa, pois assim, não entregamos o nosso coração para alguém que só o trate como objeto de decoração.


Tayane Sanschrí




Nenhum comentário:

Postar um comentário